Hildo Rocha cobra transparência e leva ao TCU denúncia sobre obras inacabadas em Buriticupu
Parlamentar, responsável por viabilizar importantes investimentos para o município ao longo de seu mandato, afirma que quem destina recursos públicos também tem o dever de fiscalizar sua correta aplicação.
A fiscalização da aplicação dos recursos públicos voltou ao centro do debate político em Buriticupu. O deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) decidiu acionar os mecanismos de controle da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar o destino de recursos federais destinados ao município, transformando denúncias de obras inacabadas em um caso de interesse dos órgãos de fiscalização.
Reconhecido por sua atuação em favor de Buriticupu, município que recebeu importantes investimentos viabilizados por seu mandato nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e esporte, Hildo Rocha defende que a responsabilidade do parlamentar não termina na destinação das emendas. Segundo ele, também é dever de quem consegue os recursos acompanhar sua correta aplicação e cobrar a conclusão das obras que beneficiam a população.
Com esse objetivo, o deputado apresentou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados a Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) nº 17/2026, solicitando que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e o Tribunal de Contas da União realizem uma auditoria completa no convênio firmado entre o município e o Governo Federal para a construção de um estádio de futebol.
Vistoria constatou abandono da obra
A iniciativa foi motivada por uma vistoria realizada pelo próprio parlamentar em Buriticupu. Segundo Hildo Rocha, a inspeção revelou um cenário de abandono e paralisação, apesar de os recursos destinados por meio de emenda parlamentar já terem sido integralmente liberados.
“O deputado tem o poder de apresentar emenda porque tem o poder de legislar, apresentando emendas à Lei Orçamentária da União. Mas também tem o dever de fiscalizar a aplicação dos recursos destinados por ele. Eu faço isso quando recebo denúncias de malversação do dinheiro público, principalmente de emendas de minha autoria”, afirmou.
Ao relatar o que encontrou no local, o deputado demonstrou preocupação com o destino dos recursos públicos.

“Só existe um pedaço de arquibancada e um pedaço de vestiário. Até a grama que já havia sido colocada foi retirada. A obra continua inconclusa e, até agora, não se sabe o destino dos recursos que destinei para construir esse estádio de futebol”, declarou.
Fiscalização como dever do mandato
Na avaliação do parlamentar, a atuação fiscalizatória é uma obrigação de quem representa a população no Congresso Nacional. Por isso, a auditoria deverá examinar todas as etapas da execução do convênio, desde o processo licitatório até a efetiva aplicação dos recursos públicos.
“Sou um deputado que destina emendas e quer benefício para o povo. Eu não quero propina, não indico construtora para ninguém. A fiscalização precisa auditar desde a licitação e verificar para onde foram destinados os recursos. A meu ver, trata-se, no mínimo, de improbidade administrativa, diante do evidente prejuízo ao erário e à população, que poderia estar usufruindo de um centro esportivo”, enfatizou.
A iniciativa reforça um discurso que Hildo Rocha tem adotado ao longo do mandato: a defesa da transparência, da responsabilidade na gestão dos recursos públicos e da fiscalização permanente das obras financiadas com verbas federais.
Escola também será alvo de auditoria
Além do estádio de futebol, o deputado denunciou a paralisação da construção de uma escola destinada a atender moradores de um conjunto habitacional com aproximadamente 500 residências.
Segundo Hildo Rocha, enquanto o prédio permanece inacabado, centenas de estudantes continuam assistindo às aulas em condições precárias.
“As crianças estão estudando em um barracão. A escola está apenas com parte das paredes levantadas e a obra foi interrompida. O prefeito não explicou onde os recursos foram aplicados”, criticou.
Diante da situação, o parlamentar protocolou também a Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) nº 18/2026, para que os órgãos competentes apurem a execução dos recursos destinados à construção da unidade escolar.
Defesa do dinheiro público
Ao justificar a apresentação das duas propostas de fiscalização, Hildo Rocha reafirmou que seu compromisso é assegurar que os recursos conquistados para os municípios produzam benefícios concretos para a população.
“Quando destino recursos para realizar uma obra, quero que ela seja executada e sirva ao povo. Talvez o prefeito tenha cometido mais do que improbidade administrativa; a auditoria vai concluir se houve, inclusive, peculato”, afirmou.
Com o encaminhamento das duas Propostas de Fiscalização e Controle, o caso deixa de ser apenas uma denúncia política e passa a integrar a pauta dos órgãos responsáveis pelo controle externo da administração pública. A expectativa é de que a atuação conjunta da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União esclareça a destinação dos recursos federais e, caso sejam confirmadas irregularidades, promova a responsabilização dos envolvidos.
Para Hildo Rocha, a transparência na aplicação do dinheiro público é condição indispensável para fortalecer a confiança da população nas instituições e garantir que os investimentos conquistados para Buriticupu cumpram sua finalidade: melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
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